quinta-feira, 26 de abril de 2012

é no próximo domingo e vale bem a deslocação e o tempo que iremos partilhar com a poesia em diferentes sítios...

...é sempre surpreendente e belo! para os habituais, tal afirmação será facilmente compreendida e confirmada, para os estreantes será uma revelação.

...é domingo (dia 29) em são miguel do couto

..é o último evento do "mãos à obra" 2012

...não vamos sentir saudade pois todos os dias criamos e «vemos» poesia...

...2013 vai honrar 2012 e todos os anteriores!

...é a 10ª edição!!!!!!

quinta-feira, 19 de abril de 2012

que nada impeça a participação e muito menos o desconhecimento do endereço dos sítios onde se ouvirá e sentirá...poesia

Casa da Galeria
Rua Prof. Augusto Pires de Lima, nºs 33/37
4780.499 Santo Tirso


Traços de Nós - Café
Rua Ferreira de Lemos, nº 571
4780.468 Santo Tirso


































os ambientes são confirmadamente os mais poéticos da zona

quarta-feira, 18 de abril de 2012

apesar do calendário evidenciar abril vou "fazer de conta em dezembro..."

sobre o mês de dezembro


foi há vinte anos, eu estava de cabeça perdida, devia mesmo estar,
há vinte anos, a escrever um poema no dia trinta e um
de dezembro, por causa de uma mulher que amava loucamente,
isto é, que eu julgava amar duma maneira desvairada,
e que ia casar com não sei quem, só sei que não era comigo.
e então pus-me a escrever uma coisa a que chamei o mês de dezembro,

(...)

in O Concerto Campestre
Vasco Graça Moura


este texto continua e o "mãos à obra" também...

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terça-feira, 10 de abril de 2012

ainda ecoam os "ecos" de um bom serão.. boa conversa e melhor ainda, muita poesia!

o suporte da música

o suporte da música pode ser a relação
entre um homem e uma mulher, a pauta
dos seus gestos tocando-se, ou dos seus
olhares encontrando-se, ou das suas

vogais adivinhando-se abertas e recíprocas,
ou dos seus obscuros sinais de entendimento,
crescendo como trapadeiras entre eles.
o suporte da música pode ser uma apetência

dos seus ouvidos e do olfacto, de tudo o que se
ramifica entre os timbres, os perfumes,
mas é também um ritmo interior, uma parcela
do cosmos, e les sabem-no, perpassando

por uns frágeis momentos, concentrado
num ponto minúsculo, intensamente luminoso,
que a música, desvendando-se, desdobra,
entre conhecimento e cúmplice harmonia.

in Poesia 1997/2000
Vasco Graça Moura

sábado, 31 de março de 2012

foi ontem mas a atmosfera poética e doce, criada pela voz e pelos textos de Vasco Graça Moura, perdura..

assim foi meus caros bloguistas (que diga-se, em boa verdade, são muito mais do que cinco...)

que orgulho e "vaidade" dizer: ontem foi dia de homenagem!!!! O poeta Vasco Graça Moura disse e disse e voltou a dizer... O homenageado, homenageou as artes lendo alguns dos seus textos! Magnífica a entrega à leitura dos poemas (sem vaidade desmedida mas um imenso orgulho por estar e apresentar, testemunhos da cumplicidade entre a escrita e as outras artes. Magnífico!!! Bem haja pelo extraordinário serão.
Verdadeiro deleite para os leais seguidores do programa "a poesia está na rua" e para os outros, que se estrearam nestas andanças.

Deixo, aqui, um dos textos que ainda paira na atmosfera...

em cada verso insinuo

em cada verso insinuo
um metal, uma rasura,
uma voz, uma figura,
um avanço e um recuo,

um disparo, a ganga impura
de alegria, raiva, amuo,
ou da irónica amargura
de medir a arquitectura
das luas que não possuo,
e a razão, fria impostura
da romântica aventura.

junto o mais que não excluo,
dia a dia, e que perdura
a estalar o que construo.

in Poesia 1997/2000 de Vasco Graça Moura


 

quinta-feira, 29 de março de 2012

é um "post" a lembrar o evento de amanhã e um encontro com dois poetas de eleição (dizemos nós e dizemos bem...)

O som do silêncio

Devagar, como se tivesse todo o tempo do dia,
descasco a laranja que o sol me pôs pela frente. É
o tempo do silêncio, digo, e ouço as palavras
que saem de dentro dele, e me dizem que
o poema é feito de muitos silêncios,
colados como os gomos da laranja que
descasco. E quando levanto o fruto à altura
dos olhos,  e o ponho contra o céu, ouço
os versos soltos de todos os silêncios
entrarem no poema, como se os versos
fossem como os gomos que tirei de dentro
da laranja, deixando-a pronta para o poema
que nasce quando o silêncio sai de dentro dela.

Nuno Júdice

O que diz o rato

Tenho um destino. Nasci
para roer o silêncio - e vou roê-lo
metodicamente

até que um dia se  invertam os papéis
e seja o silêncio a roer-me a mim.

A. M. Pires Cabral






nós estamos...
o poeta Vasco Graça Moura também
a poesia iden
e mais ainda... todos os que desejarem passar um bom serão!