terça-feira, 29 de março de 2011

Mário Augusto escreveu (e está no programa geral das iniciativas) sobre Orquídea Selvagem...

Orquídea Selvagem



No género do cinema erótico incluem-se produções de grande impacto, cujos méritos principais estão na abordagem do tema mas acima de tudo na envolvência, na imagem e no encanto e capacidade de fazer sonhar das actrizes que se entregam à personagem intensamente. Terá sido o que aconteceu com este filme. Carré Otis depois da rodagem acabaria casada com o protagonista Mickey Rourke. O casamento não durou mais do que cinco anos, a carreira dela durou apenas 3 filmes, mesmo assim ela transpira erotismo neste filme qu tenta tirar promoção do actor que marcou 9 semanas e meia.


É a história de uma bela jovem que numa viagem de negócios, conhece o charmoso Weeler, um homem enigmático, que a envolve num estranho jogo de sedução.

obrigada por partilhar as impressões... RR

Em “Orquídea Selvagem” somos arrebatados por uma atmosfera densa e sensual. A música é constante ao longo da intriga e envolve-nos em ritmos tropicais. O cenário, voluptuoso e colorido, funde-se nessa sonoridade e torna o jogo sensual entre as personagens de Rourke e Otis “quente, urgente e avalassador”. 
R.R.

segunda-feira, 28 de março de 2011

a vida é a variedade... é o desafio... é o palco da única cena... a de cada um!

Coelho Neto

"A vida é a variedade. Assim como o paladar pede sabores diversos, assim a alma exige novas impressões"


as impressões (podem e) são tantas que cabe a "9 semanas & meia" proporcionar algumas.
quem arrisca? quem ousa experimentar?
quem dá espaço à própria alma?

o cinema causa e provoca sensações.
"tranparência viva" é a designação do ciclo de cinema a decorrer por estes dias (ao longo dos 66 dias). Orquídea Selvagem, é hoje!!! É poesia traduzida em imagem e impressões na pele e na alma...

faz bem ler, dizer e ver poesia...

quarta-feira, 16 de março de 2011

"9 semanas & meia" é muito mais do que 66 dias - são noites sem dormir, são dias a sonhar, é paixão pela poesia, é correr por dentro e por fora... experimentem tudo isto assistindo aos 110 momentos (no mínímo)

EPIGRAMA TEOLÓGICO

Nuno Júdice

Concordo com Delmore Schwartz:
«uma mulher nua é uma prova da existência de Deus».
Podia dizer: uma prova suficiente. Apenas
o indispensável para que a dúvida se dissipe,
e o grande cenário do Paraíso se abra
em écran gigante e som estereofónico (sim:
os anjos cantam por cima disto).

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

beija-me o pescoço... abre a blusa e usa a língua entre a pele e a renda que aprisiona os seios...

Arrefece,
dizias. É o frio,
disse eu,
que te acaricia
a pele. Que nela
se aquece. Que nela
se esquece.

9 semanas e meia

Deixa o veneno
levedar no copo. Deixa-o
ser golfo
de sangue, lágrima
ancorada, acidulada
tinta do delírio. Deixa-o
ser lume, fumo, gume
obsceno.

9 semanas e meia

Não digas
beijo, diz
a boca. Não
digas rio, diz
a fonte. Diz
apenas.

9 semanas e meia

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

M. é amor... é bom e faz bem... o resto conta pouco na hora em que o "sim" é palavra e não "suspiro"

O quarto mobilado na viela.
A campainha aos pés da cama.
Não será o amor um laço estreito
entre a angústia e o prazer?

Sandro Penna

para os admiradores... para os que não admiram mas têm curiosidade em ler... para todos os que gostam de "F"

É importante foder (ou não foder)?
É evidente que não, não é importante.
Fode quem fode e não fode quem não quer.
Mas mesmo nada
A ver.

O que um tanto me tolhe é não poder confiar
Numa coisa que estica e depois encolhe,
Uma coisa que é mole e se põe a endurar e
A dilatar a dilatar
Até não se poder nem deixar andar
Para depois sumir
E dar vontade de rir e d´ir urinar.

Isso eu o quiz dizer naquele verso louco que tenho ao pé:
«O amor é um sono que chega para o pouco ser que se é»
Verso que, como sempre, terá ficado por perceber (por mim até).
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Também aquela do «outrora-agora» e do «ah poder ser tu eu»
               foi um bom trabalho
Para continuar tudo co´a cara de caralho
Que todos já tinham e vão continuar a ter
Antes durante e depois de morrer.

Mário Cesariny