Em pleno passeio eis que surge... Manuel Maria Barbosa du Bocage
O LEÃO VENCIDO PELO HOMEM
(traduzido de La Fontaine)
Pôs-se em venda uma pintura,
Onde estava figurado
Leão de enorme estatura,
Por mãos humanas prostado.
Mirava a gente com glória
O painel; eis senão quando
Um leão, que ia passando,
Lhe diz: «É falsa a vitória.
Deveis o triunfo vosso
À ficção, blasonadores;
Com mais razão fora nosso,
Se os leões fossem pintores.»
A MONTANHE QUE PARE
(traduzido do mesmo)
Começou a berrar com dor de parto
Certa montanha, e fez tamanho estrondo,
Que acudiu muita gente, a qual supondo
Que dali nasceria uma cidade
Maior do que Paris, eis nasce um rato.
Quando por esta fábula discorro,
E observo que o sentido é verdadeiro,
Logo se me afigura autor inchado,
Que diz: «Eu cantarei a horrível guerra,
Com que os filhos da Terra
Sacrílega invasão nos Céus tentaram,
E a Jove assoberbaram.»
Promete grandes coisas, coisas belas;
Que produz? – Bagatelas.
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
Em pleno passeio eis que surge... Manuel Maria Barbosa du Bocage
do passeio pela “larga rua” iremos propor paragens para melhor apreciar a sua beleza. as paragens têm lugar garantido para o descanso e para o desfrute. são bancos de jardim envoltos em palavras com graça e generosidade. o ténue sorriso ou o riso franco podem irromper e surpreender a calma dos dias ... experimente rir ... faz bem!
Em pleno passeio eis que surge... Manuel Maria Barbosa du Bocage
Em pleno passeio eis que surge... Manuel Maria Barbosa du Bocage
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
humor com humor se paga
As palavras recorrem ao “fio da escrita”
e a vida acontece
entrelaçada nos estampados e lisos dias…
O “fio…” ousa e atreve-se a
tecer poesia por oposição às palavras sem nexo,
tece louvores em oposição a horrores,
tricota a graça a meias com a sátira e o mal dizer;
passa a perna à etiqueta e vai directo ao alvo,
espreita a fuga antes de entrar por cima do fim,
lança o isco e fica atento ao petisco.
O “petisco” apetece e a prova sensitiva/auditiva está garantida!
A edição 2010 do programa “a poesia está na rua” está em obras de manutenção para receber, condignamente, gente ilustre que se aproveita das palavras para engendrar “umas ideias” com uma certa graça (humor). Nós, por cá, vamos trocar a cor à passadeira e iremos propor a passagem por cima do fio da navalha. Queremos arriscar - ouvindo e dizendo - poesia com portagem obrigatória, roupagem de gala e paragem (apeadeiros) em vidro fosco com riscas a condizer.
“humor com humor se paga” vai propor à Rosa Alice Branco que liquide a conta…, que explique os extractos mensais…, que justifique a necessidade de desenvolver tanto movimento com letras e certificados de bem estar…
e a vida acontece
entrelaçada nos estampados e lisos dias…
O “fio…” ousa e atreve-se a
tecer poesia por oposição às palavras sem nexo,
tece louvores em oposição a horrores,
tricota a graça a meias com a sátira e o mal dizer;
passa a perna à etiqueta e vai directo ao alvo,
espreita a fuga antes de entrar por cima do fim,
lança o isco e fica atento ao petisco.
O “petisco” apetece e a prova sensitiva/auditiva está garantida!
A edição 2010 do programa “a poesia está na rua” está em obras de manutenção para receber, condignamente, gente ilustre que se aproveita das palavras para engendrar “umas ideias” com uma certa graça (humor). Nós, por cá, vamos trocar a cor à passadeira e iremos propor a passagem por cima do fio da navalha. Queremos arriscar - ouvindo e dizendo - poesia com portagem obrigatória, roupagem de gala e paragem (apeadeiros) em vidro fosco com riscas a condizer.
“humor com humor se paga” vai propor à Rosa Alice Branco que liquide a conta…, que explique os extractos mensais…, que justifique a necessidade de desenvolver tanto movimento com letras e certificados de bem estar…
...da fé..da têxtil...dos ofícios
Deixamos, para sempre, alguma poesia pelos caminhos
… da fé
… da têxtil
… dos ofícios
… vamos avançar em direcção a outro caminho. Vamos dar umas quantas gargalhadas enquanto curvamos e contra-curvamos na sinalética e na métrica poética de alguns!
… da fé
… da têxtil
… dos ofícios
… vamos avançar em direcção a outro caminho. Vamos dar umas quantas gargalhadas enquanto curvamos e contra-curvamos na sinalética e na métrica poética de alguns!
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